Dá para Criar um Site Sem Saber Programar? Mitos e Realidade

Dá. Hoje qualquer pessoa consegue pôr um site no ar sem escrever uma linha de código. A pergunta mais útil é outra: um site feito assim faz o que o seu negócio precisa que ele faça? Aí a resposta já depende.
Para criar um site sem programação existem boas ferramentas, e também alguns mitos que levam a decisões caras. Vamos separar uns e outros.
Como se cria um site sem programar
Existem os chamados construtores de sites, plataformas onde se escolhe um modelo, se arrastam elementos para o sítio e se escrevem os textos diretamente na página. Wix, Squarespace, WordPress.com e Google Sites são exemplos conhecidos.
Em alguns casos, como o Webflow, a ferramenta dá mais controlo sobre o design, mas exige mais aprendizagem. O alojamento e o domínio costumam estar integrados na própria plataforma. Se quiser perceber o que cada uma destas peças faz, veja Como funciona um site.
O que estas ferramentas fazem bem
Para um site simples, com poucas páginas, são uma boa solução. Põem o site no ar depressa, têm modelos que já se adaptam ao telemóvel e permitem alterar um texto ou uma fotografia sem depender de ninguém.
Quem tem tempo, vontade de aprender e um orçamento muito curto pode começar por aqui. O guia Como criar um site em Portugal compara esta via com a de contratar um profissional.
Onde costumam ficar aquém

As limitações aparecem quando o site tem de fazer mais do que existir.
- Nas versões gratuitas, o endereço costuma incluir o nome da plataforma e pode aparecer publicidade dela, o que não ajuda a imagem de um negócio.
- O controlo sobre SEO (títulos, descrições, estrutura das páginas) varia de plataforma para plataforma e nem sempre chega para quem quer ser encontrado no Google.
- Os modelos são partilhados com muitos outros sites, e o resultado pode parecer genérico.
- Mudar de plataforma mais tarde dá trabalho, porque o site fica preso ao sítio onde foi feito.
- Os planos pagos sobem de preço quando se precisam de mais funcionalidades, e a soma ao fim do ano pode surpreender.
Mitos e realidade

"É só arrastar e fica pronto"
A parte técnica fica mais fácil, mas o trabalho a sério não desaparece. Escolher o que escrever, organizar as páginas, tratar das fotografias e pensar no que um cliente quer ver leva mais tempo do que montar o modelo.
"Um site feito num construtor não aparece no Google"
Não é verdade. Pode aparecer, como qualquer outro. O que determina o resultado é o conteúdo, a estrutura e o trabalho de SEO, e isso depende de quem faz, não só da ferramenta.
"Contratar um profissional é pagar para alguém programar tudo de raiz"
Nem sempre. Muito do trabalho de um profissional é decidir o que o site deve dizer, como organizar a informação, o que mostrar primeiro e como facilitar o contacto. A programação é só uma parte disso.
"Quem não sabe programar fica dependente de outra pessoa"
Também não tem de ser assim. Um site bem montado permite-lhe alterar textos, fotografias e preços sozinho. A dependência só aparece quando o site é feito de forma que ninguém consegue mexer-lhe sem ajuda, e isso evita-se pedindo essa condição logo no início.
Ter um site e ter um site que traz clientes
É aqui que a distinção importa. Qualquer pessoa consegue ter um site. Já ter um site que aparece nas pesquisas locais, que carrega depressa no telemóvel, que tem o telefone e o WhatsApp à vista e que transmite confiança exige decisões que não se resolvem escolhendo um modelo.
Para ter uma ideia do que cada caminho custa, veja Quanto custa criar um site em Portugal.
Quando faz sentido chamar um profissional, mesmo sem programar
- Quando o site é a principal forma de os clientes o encontrarem.
- Quando não tem tempo para tratar de textos, fotografias e atualizações.
- Quando precisa de aparecer em pesquisas locais, como "canalizador em Cascais".
- Quando quer um aspeto que o distinga dos concorrentes e não um modelo que eles também podem usar.
Há ainda um caminho do meio: um profissional monta a base e deixa-lhe um site que consegue atualizar sozinho. Na Site24Hours, o preço de lançamento é 99€ para qualquer modelo de site. Os detalhes estão na página de preços, e quem quer saber o que mais ter em conta numa pequena empresa encontra o guia Como criar um site para a minha pequena empresa.
Perguntas frequentes
Preciso de saber alguma coisa técnica para usar um construtor de sites?
Não é preciso saber programar, mas ajuda estar à vontade com o computador. Também convém perceber o básico de como um site funciona.
Posso começar sozinho e passar a um profissional mais tarde?
Pode, mas o conteúdo e a estrutura nem sempre se aproveitam por inteiro, porque dependem da plataforma onde foram criados. Reserve algum orçamento para esse trabalho.
Os construtores de sites são seguros?
Em geral, a plataforma trata das atualizações de segurança por si. Continua a ser sua a responsabilidade de cumprir o RGPD no que o site recolhe, como formulários e cookies.
Um site feito sem programar funciona bem no telemóvel?
A maioria dos modelos atuais adapta-se ao ecrã do telemóvel. Convém sempre testar o site no seu próprio telemóvel antes de o divulgar.
Quanto custa um site feito por um profissional?
Depende do tipo de site e das funcionalidades. Os valores habituais no mercado português estão em Quanto custa criar um site em Portugal.
Conclusão
Criar um site sem programação é possível e, para casos simples, é uma boa escolha. O que não se resolve só com a ferramenta é o conteúdo, a estrutura e a visibilidade no Google, e é aí que um site passa de existir a trazer clientes.
Diga-nos o que o seu negócio faz e como espera que o site o ajude. Somos dois freelancers, o Demian e o Alex, e dizemos-lhe com franqueza se um construtor chega ou se compensa fazer de outra maneira.